Por Mano Santos
A Prefeitura de Caxias promoveu no mês de setembro, treinamento nas Ações de Controle da Hanseníase promovida em parceria entre Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde.
O objetivo principal foi capacitar os profissionais que atuam na rede de atenção básica no combate a doença, que ainda tem números bastante elevados no município, sendo notificada uma média de 150 novos casos por ano.
Durante o evento, no auditório da Prefeitura, os profissionais foram treinados para diagnosticar e tratar os casos de hanseníase visando reduzir os números de casos não só em Caxias, mas também em todo o Estado. O treinamento foi dividido em aulas teóricas e praticas.
Trinta e sete profissionais entre médicos, enfermeiros, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta participaram da qualificação. Todo o conhecimento transmitido durante a capacitação será repassado para as equipes do Programa Saúde da Família que atua diretamente nas comunidades.
“O treinamento além de trazer conhecimento no trabalho de prevenção, diagnostico e tratamento da doença vai permitir um melhor atendimento aos pacientes que utilizam à rede de atenção básica”, frisou Vinícius Araújo – Secretário Municipal de Saúde.
Saiba mais!
A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
Com período de incubação que varia entre três e cinco anos, sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.
O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários.
Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não a desenvolve. Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas.
O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.
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