Comissão Disciplinar julga “suborno” no futebol amador em Caxias


Por: Mano Santos

A Comissão Disciplinar da Liga Caxiense de Futebol – LCF, vai se reunir na noite desta terça-feira, 29/06, para julgar as denúncias de um suposto suborno no futebol amador em Caxias. O caso envolve as equipes do Mirassol e Cerâmica, em partida válida pela Copa Caxias/2011. Coincidentemente, as duas equipes participam da competição como convidadas, pois não são filiadas à entidade. O jogo em questão só interessava ao Mirassol, que precisava de uma vitória simples para passar às semifinais, mas, o placar foi meio generoso, e o time mirassolense fez 9 a 1 diante do Cerâmica; resultado que levantou boatos de favorecimento; o que levou ao Patrocinador do torneio, pedir a paralisação da Copa para que as suspeitas pudessem ser analisadas e caso necessário, apreciadas pela Justiça Desportiva.
Para o julgamento desta noite, às 19h na sede da LCF, anexo ao Estádio Duque de Caxias, a Comissão Disciplinar convocou 9 pessoas, sendo um dirigente e três atletas do Cerâmica, o árbitro e seus dois assistentes que trabalharam no jogo, o presidente do Mirassol e um representante do patrocinador da competição.
A Comissão Disciplinar pretender ouvir separadamente cada pessoa arrolada no processo. O Presidente da Liga, Edmilson Coutinho, adiantou aos integrantes da Junta, que pelo menos dois atletas do Cerâmica, teriam confidenciado que receberam dinheiro para facilitar as coisas para o adversário, mas por enquanto, tudo não passa de boatos.
A Copa Caxias de Futebol amador é organizada pela Liga Caxiense, mas este ano ganhou um patrocínio de peso. A diretoria do Sabiá, que também disputa a competição, inclusive com vaga já garantida para a final, investiu 15 mil reais em premiação. R$ 8 mil para o campeão e os outros R$ 7 mil distribuídos para vice-campeão (R$ 4 mil), terceiro colocado (R$ 2 mil) e quarto colocado (R$ 1 mil).
Entenda o Caso – Mirassol e Cerâmica se enfrentaram dia 17/05/2011, em jogo válido pela última rodada da primeira fase da Copa Caxias. Na semana que antecedeu o confronto, informações desencontradas davam conta de que o Cerâmica não iria a campo, pois já não tinha chances de classificação.
Apesar de toda a boataria, a Liga Caxiense marcou o jogo e as duas equipes compareceram ao estádio Duque de Caxias. Detalhe, o Cerâmica entrou em campo, tendo apenas um jogador na reserva.
Antes de a bola rolar; já existia uma denuncia de mala-branca. Isso mesmo, a diretoria do Trezidelense interessada no resultado, teria oferecido R$ 150 reais para o Cerâmica tentar pelo menos um empate.
Com o início da partida, o Mirassol teve dificuldades até metade do segundo tempo quando vencia por 2 a 1. A partir daí, dois jogadores do Cerâmica alegaram contusão e abandonaram o jogo. O placar então foi se alterando em tempo recorde, com o resultado final de 9 a 1.
Após o jogo, de acordo com os boatos; dirigente e alguns jogadores do Cerâmica, teriam comentado que o Mirassol pagou R$ 250 reais para a equipe “facilitar” as coisas. A partir daí, o boato ganhou as ruas da cidade e as rodas de conversa sobre futebol. O patrocinador da competição cobrou da LCF apuração sobre o assunto e suspendeu o torneio.
A diretoria do Mirassol se defende das acusações e reclama que a suspensão da Copa Caxias, ocorreu após a realização das semifinais, onde o time mirassolense venceu o Juventude por 4 a 2, prejudicando diretamente o clube alviverde que jura inocência neste caso.
O CBJD – Código Brasileiro de Justiça Desportiva trata o caso da seguinte forma: Artigo 242 – “Dar ou prometer vantagem indevida a membro de entidade desportiva, dirigente, técnico ou atleta, para que, de qualquer modo, influencie o resultado de partida, prova ou equivalente’, será aplicada penalidade da eliminação.
Em caso de se confirmar o suborno, o Mirassol além de perder a vaga para a final, estaria sumariamente eliminado das competições da Liga. O Trezidelense então ganharia o direito de fazer a semifinal contra o Juventude; mas tudo isso, vai depender, se realmente surgirem provas evidentes da irregularidade que possam ser julgadas pela Comissão Disciplinar.

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